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sábado, 5 de setembro de 2015

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Resenha: O Bicho-da-Seda


Título: O Bicho-da-Sedaco
Original: The Silkworm
Autor: Robert Galbraith ( J.K. Rowling)
Tradutora: Ryta Vinagre
Editora: Rocco
Páginas: 464
Sinopse: O detetive Cormoran Strike, protagonista de O chamado do Cuco, está de volta, ao lado de sua fiel assistente Robin Ellacott, no segundo livro de Robert Galbraith, pseudônimo de J.K. Rowling. Dessa vez, o veterano de guerra terá que solucionar o brutal assassinato de um escritor. Quando o romancista Owen Quine desaparece, sua esposa procura o detetive particular Cormoran Strike. Incialmente, ela pensa apenas que o marido se afastou por alguns dias como fez antes e quer que Strike o encontre e o leve para casa. Mas, à medida que investiga, fica claro para Strike que há mais no sumiço de Quine do que percebe a esposa. O escritor acabara de concluir um livro retratando maldosamente quase todos que conhece. Se o romance fosse publicado, a vida deles estaria arruinada - assim, muita gente pode querer silenciá-lo. E quanto Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, torna-se uma corrida contra o tempo entender a motivação de um assassino impiedoso, diferente de qualquer outro que Strike tenha encontrado na vida.

Em “O Bicho-da-Seda’” Cormoram Strike e Robin Ellacott buscam pistas a respeito de Owen Quine, um escritor não tão bem sucedido, que após terminar o manuscrito do seu novo livro desaparece. Dessa vez, a história se passa dentro do mundo editorial de Londres, e podemos ver mais uma vez como Robert sutilmente faz críticas a esse universo, como a competição entre os escritores e editores, que em casos trágicos, como nesse livro, pode até acabar em morte.

Melhor que o seu predecessor, mas igualmente bem escrito, essa história é recheada de detalhes, tanto do cenário quanto dos personagens, tão ricamente narrado que um leitor impaciente possa se cansar. Outra característica que me chamou atenção é em como os conflitos pessoais estão mais expostos nesse livro. Robin enfrenta problemas em seu relacionamento amoroso ao mesmo tempo que se sente subestimada por Strike, que por sua vez ainda está juntando os cacos depois do seu rompimento com a ex-noiva. Essa atenção a vida pessoal dos personagens é o que traz muito a obra à realidade, a vida continua, apesar de estarem em um caso importante.

A única negativa que tenho sobre “O Bicho-da-Seda” é a respeito da quantidade de personagens secundários que, a um leitor menos atento pode deixar a história confusa no começo, pois são apresentados quase de uma vez, porém, todos são tão peculiares e ás vezes até meio loucos que causará familiaridade a medida que os capítulos passarem.

E a cereja do bolo é a resolução do caso! Ao contrário de “O Chamado Cuco” neste livro Srtike surpreende, revelando de uma forma genial todo mistério, é difícil para o leitor chutar uma solução com a quantidade de informação que é jogada durante a investigação, mas quando o enigma é resolvido faz total sentido.

Sempre termino um livro de J.K.Rowling ansiosa para começar o próximo e dessa vez não foi diferente! O segundo livro de sobre Cormoran Srtike não decepciona e cria ainda mais expectativas para a continuação que será lançado no Reino Unido no dia 22 de outubro deste ano. A editora Rocco já se pronunciou e o lançamento no Brasil deve acontecer em novembro.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

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Resenha: As Crônicas de Bane

Título: As Crônicas de Bane
Original: The Bane Chronicles
Autoras: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
Tradutora: Rita Sussekind
Editora: Galera
Páginas: 392
Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.
Magnus Bane, o mais divo e amado feiticeiro de todos (pra mim pelo menos...) ganhou um livro inteiro só para si. Fiquei super empolgada quando saiu a notícia, há 2 anos, de que isso aconteceria. Sou super fã das séries da Cassandra Clare e Magnus sempre foi um dos meus personagens preferidos e claro que amei a ideia de um livro só dele. Mas vamos ao que interessa!

O livro As Crônicas de Bane é uma coletânea de 10 histórias que narram algumas aventuras do feiticeiro Magnus Bane, personagem criado por Cassandra Clare na série Os Instrumentos Mortais. Inicialmente essas histórias foram publicas separadamente em forma de e-book. Só depois de 10 meses (foi uma história publicada por mês) é que foi lançada a versão física do livro. Não vou falar especificamente sobre cada história, mas um apanhado geral, senão a resenha ficaria muito extensa.

Magnus Bane é um feiticeiro muito fashion (há controvérsias quanto a essa informação...) e aventureiro. Ele adora viajar pelo mundo, conhecer pessoas, se apaixonar. Neste livro é possível adentrar mais a fundo na história do personagem e conhecer seus amigos que não são Nephilim. Os também feiticeiros Catarina e Ragnor Fell acabam dando um toque de humanidade à vida de Magnus com sua amizade.

Com muitíssimo bom humor Magnus nunca se deixa abater. Imortal, ele teve que aprender a sempre seguir em frente com a morte de amigos e amantes humanos e mesmo que não fique mais fácil fazer isso com o tempo, Magnus nunca desanima e prefere lembrar dos bons momentos a ficar sofrendo incessantemente pela perda. As histórias são bem divertidas e é maravilhoso acompanhar o desenvolvimento do personagem ao longo dos anos. Magnus é sempre engraçado e muitas vezes sarcástico, nunca se deixando intimidar por ninguém.

As séries de Cassandra Clare são focadas no ponto de vista dos Caçadores de Sombras e apesar de gostar muito, também adorei ver as coisas do ponto de vista do Submundo para variar.  Eles não são simplesmente monstros e criaturas perigosas como os outros livros nos levam a crer, mas pessoas que também têm sentimentos e podem ser tão bondosas quanto as outras.

Não acho que seja estritamente necessário ter lido Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais para ler este livro. Mas pra quem está lendo ou pretende ler as séries eu aconselho que leia as séries primeiro e só depois leia As Crônicas de Bane. Claro que fica totalmente a seu critério, mas foi assim que eu fiz e deu muito certo. Para quem não tem interesse pela série, ler somente este livro não fará muito sentido, mas nada impede que você o faça.

Como disse não vou entrar em detalhes sobre as histórias, mas gostaria de acrescentar que meu conto favorito foi Os Rumos de um Amor Verdadeiro (e os primeiros encontros). Pra não dar spoilers: o motivo pelo qual eu gostei foi porque eu simplesmente adoro Malec (quem leu Os Instrumentos Mortais vai saber o que é isso ;)

Pra finalizar: o livro é em terceira pessoa como é padrão das outras duas séries também. A narração é fluída, muito fácil de ler, sem deixar cansativo em momento algum. A Galera me surpreendeu com a qualidade de impressão deste livro e espero que essa melhora tenha sido em todos os seus novos livros. No começo de cada história tem um desenho, o que eu achei incrível!  Os desenhos são em um estilo meio mangá e ficaram demais. Enfim! Recomendo muito mesmo o livro pra quem acompanha as séries da Cassandra. Continuem ligados no blog!

sábado, 21 de março de 2015

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Resenha: O Chamado do Cuco


Título: O Chamado do Cuco
Original: The Cockoo's Calling
Autor: Robert Galbraith ( J.K. Rowling)
Tradutora: Ryta Vinagre
Editora: Rocco
Páginas: 448
Sinopse: Um mistério elegante e emocionante impregnado da atmosfera de Londres - das ruas silenciosas de Mayfair aos pubs entocados do East End e à agitação do Soho – “O Chamado do Cuco” é um livro extraordinário, do autor Robert Galbraith (pseudônimo de J. K. Rowling). Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma singular série de mistério.

  Fama, dinheiro, festas, glamour e paparazzis. Tudo isso fazia parte a rotina de Lula Landry, mesmo com a vida que muitas garotas matariam para ter a super modelo supostamente pula da sacada de seu apartamento no meio da noite. Cuco, como era chamada pelos seus amigos, tinha de lidar com todos os problemas que a vida glamorosa trás, ela não sabia em quem confiar, tinha um relacionamento inconstante com o namorado famoso, uma família adotiva problemática e a mãe biológica recentemente encontrada. Assim, e como todos os indícios pareciam comprovar, a polícia declarou suicídio. Não satisfeito com o resultado das investigações, John Bristow, irmão de Lula procura Cormoran Strike, detetive particular e veterano de guerra, para investigar a morte da irmã.

  Conhecemos então nosso personagem principal, Strike não está na melhor fase de sua vida e precisa muito do caso para poder pelo menos pagar o aluguel, juntamente com ele somos apresentados a Robin Ellacott, secretária temporária do detetive, inteligente e dedicada, a cada vez mais se envolve com a vida de detetive. Personagens reais, Robin e Strike evoluem aos poucos de um relacionamento cordial para uma parceria que causa grandes expectativas dos (recentes) fãs.

  Como plano de fundo, a cidade de Londres é ricamente detalhada durante a busca da verdade sobre a morte de Lula Landry. A descrição dos cenários e dos personagens é bastante explorada mas não chega ao exagero, deixa espaço para que o leitor complete as lacunas com sua imaginação. Aos poucos personagens de todas as classes começam a aparecer e é possível perceber críticas sociais sobre os abusos dos tabloides ingleses. O mais interessante de todo suspense consiste em como ele é revelado, não vemos resoluções mirabolantes ou explicações genais de Strike, assim como todo o livro a resolução do mistério é tão simples quanto incrível.

  Escrito por Robert Galbrath, também mais conhecido por J.K. Rowling, a história é contada de forma cativante e mostra que se o motivo de escrever sob um pseudônimo era insegurança, a criadora de Harry Potter provou que seu primeiro romance policial tem capacidade e potencial para se tornar uma série de sucesso. No Brasil, o livro foi publicado pela editora Rocco, que fez um lindo trabalho com a arte da capa e com tradução de Ryta Vinagre (Saga Crepúsculo), o livro já chegou nas livrarias brasileiras com o seu maior mistério resolvido: a verdadeira identidade de seu autor. Se você procura por Harry Potter nas páginas de O Chamado Do Cuco vai se deparar com uma escrita mais madura porém igualmente envolvente, com esse livro Rowling mostra que não é trouxa e estreia com pé direito suas aventuras policiais.

sexta-feira, 20 de março de 2015

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Resenha: O Aprendiz


Título: O Aprendiz
Original: The Spook's Apprentice
Autor: Joseph Delaney
Tradutora: Lia Wyler
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 224
Coleção: As Aventuras do Caça-Feitiço
Sinopse: Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça feitiço. A missão é árdua, o Caça feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura! O aprendiz, primeiro livro da série de fantasia As aventuras do Caça feitiço, escrito por Jospeh Delaney (e traduzido pela prestigiada Lia Wyler, responsável pelo texto em português da saga de Harry Potter), que já vendeu centenas de milhares de exemplares em todo o mundo, é uma história repleta de emoção e muitos, muitos sustos. Por isso, cuidado: não deve ser lido à noite!.
Em um mundo onde as sombras estão cada vez mais presente e assustadoras cabe ao Caça-Feitiços lutar contra essas ameaças. Tomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho, por isso ele possui o dom de ver o sobrenatural, pode sentir e ver coisas que outras pessoas não podem. Sendo assim, aos 13 anos Tom embarca em seu aprendizado com um excêntrico velho para se tornar o próximo Caça-Feitiços do Condado.

Joseph Delaney escreve em um ritmo rápido, o livro é curto e narrado e em primeira pessoa. No decorrer da história, o personagem principal se envolve em muitas aventuras e situações mágicas, no entanto, tudo isso se passa de uma forma muito acelerada, não há tempo para que o leitor se aprofunde no personagem ou na trama. O livro é bom, com uma leitura leve e veloz, mas não surpreende. A arte e o material da capa foram o que mais me chamaram atenção, simples e bonito, cumpre com o objetivo de passar a mensagem de uma história de suspense. A série já tem oito livros publicados no Brasil e vem mais por aí, até hoje foram lançados treze livros no total.


O filme estreou dia 12 de março nos cinemas, com elenco de peso. “O Sétimo Filho” tem a difícil missão de fazer com que adaptações de fantasias sejam bem sucedidas. Desde Harry Potter e O Senhor dos Anéis esse gênero tem sido alvo do cinema, porém muitos fracassaram, como Eragon e Percy Jackson. Julianne Moore, recém-vencedora do Oscar por Still Alice fará o papel da vilã, Mãe Malkin. Tom Ward será representado por Ben Barnes que nós já conhecemos como Príncipe Caspian em As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, e A Viagem do Peregrino da Alvorada. Jeff Bridges (Bravura Indômita) viverá o Caça-feitiço. Outro destaques também são os atores Kit Harington (Game of Thrones) e Alicia Vinkander (Anna Karenina) nos papéis de Billy Bradley e Alice, respectivamente. Confira o trailer: